REDEScoberta 2000. Esta é mais uma das iniciativas que a APDT (Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Teletrabalho) está a desenvolver desde 1998, logo após a realização da conferência Telework98 que se realizou em Lisboa. O objectivo é claro: por mares nunca dantes navegados, descobrir novas formas de relacionamento entre culturas e utilizar as potencialidades das novas tecnologias para desbravar novos mundos

Numa altura em que se comemora os 500 anos do “achamento do Brasil”, a APDT reuniu no Rio de Janeiro, durante uma semana, um conjunto de personalidades ímpares da sociedade portuguesa e brasileira para discutirem o advento da Internet, das tecnologias de informação, da nova economia e das novas formas de trabalho. Finalidade? Criar, com tenacidade obstinada, uma plataforma de discussão sobre as potencialidades da Internet e do teletrabalho.  
A conferência não foi apenas um episódio esporádico, desenquadrado ou inconsequente. Foi o primeiro passo para se falar, com espírito empreendedor, de novas formas de trabalho e uma maneira única de aproximar os cidadãos de língua portuguesa. Ao Rio de Janeiro rumaram dezenas de personalidades, protagonistas de luxo da nova economia, para discutir temas tão diversos como as estratégias para o trabalho na sociedade de informação, impacte da tecnologia na educação, novas formas de trabalho – incluentes ou excluentes –, ambiente legal das novas realidades profissionais, teletrabalho e a nova economia. 
Além de um debate real, na presença de mais de uma centena de convidados, a conferência no Brasil esteve ligada à Conferência Ministerial do Conhecimento e da Sociedade de Informação, realizada em Lisboa, que reuniu os ministros da União Europeia para um balanço da sociedade de informação. Através de videoconferência, os dois países entraram em interactividade e discutiram em conjunto as mesmas temáticas.
Nesta semana lançou-se ainda a primeira pedra para a instalação do projecto da biblioteca virtual de língua portuguesa, a ser inaugurada proximamente, e a inauguração da Associação Para o Desenvolvimento do Teletrabalho, que substitui a antiga Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Teletrabalho, uma nova entidade ancorada na língua portuguesa, perdendo o conceito geográfico restrito ao território português. Passou a ser uma organização internacional, com sede em Oeiras (Lisboa) e no Rio de Janeiro, que ultrapassa barreiras territoriais e que tem o objectivo de servir os cerca de 200 milhões de pessoas que falam a língua portuguesa em todo o mundo. Uma prova inequívoca que mesmo pequenas organizações, desde que munidas de uma grande visão, conseguem ultrapassar obstáculos. 

Principais conquistas deste evento:

1        – Consolidação do projecto da sociedade de informação no Brasil e em Portugal, contribuindo para que os dois países vivessem em conjunto as transformações incontornáveis da sociedade.

2        – Contribuição para facilitar e acelerar as relações entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Ministério do Trabalho e do Emprego brasileiros, discutindo em conjunto as novas formas de trabalho e as potencialidades das tecnologias como alavanca da qualidade de vida, pessoal e profissional, dos cidadãos.

3        – A convite de Alexandre Fontana Beltrão, secretário de estado de Planejamento Estratégico do Paraná, ficou já alinhavado o próximo evento ainda para este ano, em Curitiba, no Paraná, cidade modelo quanto à inovação e óptimo poiso para se discutir o advento da Internet e das novas tecnologias.

4        – Compromisso estabelecido para que, em todas as segundas semanas de Abril, se realize no Rio de Janeiro a Semana da Sociedade de Informação, onde se fará um balanço do estado da nova economia no Brasil e no mundo.

5        – Devido à interactividade com a audiência e com todos os oradores, surgiu um convite para que o vice-presidente da APDT, Dr. Paulo Protásio, encabece um painel de discussão inserido numa conferência que se realizará no próximo mês de Agosto, no Rio Centro, subordinado ao tema do teletrabalho como veículo de integração de deficientes, a maior conferência mundial sobre o tema.

 

Estas foram algumas das nossas vitórias. Mas não conseguimos tudo isto sozinhos. Os objectivos só foram alcançados com o patrocínio do Ministério da Tecnologia português, através da Fundação de Ciência e Tecnologia – com o emprenho pessoal do ministro Mariano Gago e do professor Trigo de Abreu – e das empresas Embratel e Portugal Telecom, que disponibilizaram as infra-estruturas tecnológicas. 
Nesta conferência participaram como oradores membros de instituições como a Agência de Desenvolvimento do Rio de Janeiro, o Ministério do Trabalho e do Emprego brasileiro, a Faculdade Carioca, a  Secretaria de Estado do Planejamento Estratégico do Paraná, a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Pontifícia Universidade Católica (PUC). Apenas para citar alguns.

Este foi mais um passo para a implementação do repto estratégico da APDT, que culminará, num futuro próximo, na comunhão dos teletrabalhadores de língua portuguesa espalhados pelas várias esquinas do  mundo. Todos perceberam, com a nitidez de uma revelação, que novos mundos estão aí para serem desbravados. Numa frase: com a REDEScoberta 2000 queremos envolver, nos próximos três anos, cem mil teletrabalhadores que utilizarão a sociedade de informação como um veículo de requalificação profissional, de mais oportunidades e melhor qualidade de vida. A nossa missão é utilizar construtivamente o teletrabalho como ferramenta de  inclusão de pessoas na sociedade e alargamento das oportunidades profissionais dos cidadãos das comunidades de língua portuguesa.

 

copyright: APDT/2004
comentários ou sugestões:  apdtsecgeral@hotmail.com