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Olá
a Todos !!!
Perdoem-me
a informalidade, mas julgo ser esta forma mais
simpática e agradável, de comunicar por meio
deste mundo novo que é a Internet. Da qual me
tornei uma verdadeira addicted, essencialmente por
nos facilitar tanto a vida.
Venho
desta forma ao vosso contacto, para vos dar o meu
testemunho, do que para mim significa ter o meu próprio
negócio, trabalhar a partir de casa, e acima de
tudo sentir-me realizada a 100%, quer no aspecto
pessoal assim como no profissional.
Recuando
um pouco na máquina do tempo, decorria o ano de
1996, quando conclui o curso técnico-profissional
de turismo, que tirei numa Escola Profissional em
Lisboa, após a conclusão do estágio numa agência
de viagens em Lisboa, tive a oportunidade de ir três
meses e meio para Inglaterra, mais precisamente
para a fantástica cidade de Bournemouth, uma
pacata cidade na costa inglesa, que podemos
definir como uma mistura de metrópole cosmopolita
com cidade de veraneio, vivi aqueles que considero
os 3 meses e 1/2, mais hilariantes e loucos de
toda a minha vida, onde nunca houve dois dias
iguais. No final dos 3 meses e 1/2, efectuei o
exame do first certificate, o qual me orgulho de
ter conseguido, e de hoje poder dizer aos 4 ventos
que falo inglês como falo português. Finda a
hilariante aventura por terras de sua majestade
"Queen Elizabeth II", e após uns dias
de readaptação à vida de cidadã portuguesa,
neste jardim à beira-mar plantado, foi a árdua
tarefa, de tentar arranjar trabalho. Não consigo
contabilizar quantos anúncios respondi, ou
entrevistas efectuei; perdi-lhes as contas. Bem
como a quantidade de agências de emprego
contactadas, onde mais uma vez as tentativas foram
infortuitas.
No
dia que efectuou o 1 º aniversário da minha
chegada de Inglaterra, tive uma entrevista numa
empresa em Lisboa, arranjada por uma das agências
de emprego contactadas, a mesma ocorreu às 14:30
da tarde, tendo recebido um telefonema ás 22:30
do mesmo dia, a informar que tinha sido a
seleccionada, e que tinha de estar no dia seguinte
ás 10:00, na empresa. Fiquei surpresa, mas no dia
seguinte lá estava há hora combinada, e aí começou
o processo de conhecer o trabalho e os meandros da
actividade que se desenvolvia na empresa. Após
uma semana, fui chamada ao gabinete dos directores
da empresa, para me informarem, que estavam
espantados com a qualidade do meu trabalho, o meu
profissionalismo e competência apesar não ter
experiência profissional, aparte dos estágios
curriculares do meu curso. Posto isto,
convidaram-me a assinar um contrato a termo por 6
meses. Os tempos de graça, continuaram até
finais de Janeiro, altura em que começaram a
gerar mau ambiente, assim como a acontecer coisas
que prefiro nem mencionar, tendo tais situações
vindo a concluir no final de Fevereiro, quando fui
convidada a assinar uma carta de demissão, porque
segundo os mesmos " Eu não era competente,
profissional e que o trabalho que efectuava
não tinha qualidade ". A carta de demissão
foi por mim assinada, sem que tenham-me
deixado falar com alguém para
aconselhar-me.
É
de ressalvar, que nos últimos dias que estive na
empresa, foram efectuadas entrevistas de selecção
com o intuito de me substituírem, tendo algumas
vezes Eu ido fazer trabalho externo para que não
estivesse nas instalações da empresa. Esta
atitude foi aquilo que costumo de apelidar um
" joguinho da empresa com a agência de
emprego, porque foi a própria agência de emprego
a fornecer por fax os curriculuns das candidatas
ao lugar ", a responsável da agência quando
confrontada com afirmação de que haviam sido
enviados curriculums de candidatas para o meu
lugar, negava tendo sempre respondido que não era
verdade.
Como
deverão calcular, o meu estado de espirito após
toda esta situação, julgo poder afirmar que foi
de uma revolta, raiva e fúria. Posto isto estávamos
no inverno de 1998, ano da EXPO. Após uma
tentativa de participar na Expo, como hospedeira,
já que possuía um curso de turismo e ter a mais
valia de falar inglês fluentemente, tal tentativa
viu-se gorada, já que era preciso ter frequência
universitária ou licenciatura, segundo me
informaram e constava nos anúncios para
candidatas a hospedeiras na Expo.
Nesse
verão surgiu-me a ideia que gostaria de trabalhar
sozinha, situação em que não teria patrão,
colegas e acima de tudo seria senhora e dona do
meu nariz. A actividade que gostaria de
desenvolver era de artesã de um atelier de
presentes. A ideia começou a fervilhar na minha
cabeça, mas então comecei a ter que andar contra
ventos e tormentas no seio da minha família, já
que a mesma achava que não podia sobreviver a
fazer presentes, e também porque não tinha noções
do que era gerir um negócio e trabalhar sozinha.
Nesse período de tentativa de explicar a minha
família, que essa actividade era o que gostava de
fazer e acima de tudo me iria permitir atingir a
minha realização a nível pessoal e
profissional. Até que no ano de 2000, numa
visita ao Centro de Emprego, para a resolução de
uma situação; e que no seguimento da
conversa com a funcionária, onde mencionei que
gostaria de trabalhar sozinha, em concreto montar
um atelier de presentes, com uma filosofia
diferente, onde cada presente fosse pessoal e único
por parte de quem oferece. Fui então
convidada/incentivada a dar entrada com um
ante-projecto para a concessão de um
apoio/acompanhamento técnico e financeiro para o
bom desenvolvimento do mesmo. Dei entrada do
ante-projecto no dia 18 de Abril de 2000, o
processo demorou 1 ano certo até começar o
processo de montagem do atelier. Recebi o subsidio
financeiro no dia 18 de Abril de 2001, dia que irá
ficar-me na memória, como sendo o dia em que
comecei a dar forma ao Meu atelier de presentes -
A Oficina dos Presentes, do qual muito me orgulho.
Neste
momento, sinto-me totalmente realizada, porque
desenvolvo uma actividade, onde todos os dias quer
nos contacto com os clientes particulares ou
lojistas, recebo elogios pela a qualidade dos
presentes que efectuo, a sua originalidade. Não
descurando os materiais escolhidos para efectuar
as peças do atelier, que como alguns clientes
dizem abarcam uma infindável panóplia e cores.
Posto
isto, julgo que não há qualquer dúvida, em
afirmar que me sinto orgulhosa em ser uma
teletrabalhadora, que mesmo ás 11:34 da noite se
encontra a escrever um testemunho para APDT, que
tive o prazer de tomar conhecimento por meio de
uma reportagem na TVI, no passado mês de Junho ou
Julho. E que sem qualquer hesitação decidi me
tornar associada, já que via nisso uma mais
valia. Que se veio a confirmar, quer pelos os
CD-roms, " O Escritório em Casa ",
" Guia de Boas Práticas ", que no
passado sábado à tarde me entreti
descontraidamente a "ler".
Muito obrigado
pelas as dicas e conselhos constantes nos dois
CD-Roms, e quanto ao newsletter n.º 6, que
recepcionei hoje na minha caixa de correio,
fazendo jús ao repto efectuado no capitulo sugestão,
aqui esta o meu testemunho. Que espero não tenha
sido muito seca, e que seja útil para alguém não
passar por algumas situações menos boas porque
Eu passei.
Catarina
Poiares
email: catarinapoiares@ip.pt
Telef : 217977444
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